BRASILEIRINHO
Grandes Encontro do Choro Contemporâneo

Letras das Músicas

Um Calo de Estimação

Eu tenho um calo que parece gente
Quando chega o tempo frio ele faz um tempo quente
Mas esse calo só falta falar
Ele adivinha até quando o tempo vai mudar

Já me ensinaram pra arrancar com alicate
Pra botar tomate e pimenta de cheiro
Tenha paciência Dona Margarida
Eu não sou comida pra levar tempero

Ai, não me pise no calo
Quanto mais eu falo mais você me pisa
Por causa desse calo eu estou lhe avisando
Eu acabo rasgando a sua camisa

Ora deixe de bobagem mude de conversa
Não me rasgue a camisa que eu só tenho essa
Quem sofre de calo não enfrenta a lua
Deixa os pés em casa quando vai pra rua

 

Foi uma Pedra que Rolou

Levavas jurando ter grande afeição por mim
E vais embora me deixando triste assim
Isso é cruel, meu Deus do Céu,
Isso é demais, isso é pecado,
E não se deixa um homem assim abandonado.

Eu que era crente, bobo pelo teu amor estou desiludido.
Destruíste o castelo tão bonito que eu havia construído
Tens um coração de pedra, falsidade igual a tua ainda não vi,
Vou viver eternamente maldizendo o dia em que te conheci,

Foi uma pedra que rolou na ribanceira da desilusão.
E redundou na causa morte infelizmente do meu pobre coração,
Eu que já pensava ter um pedacinho pequenino de felicidade,
Vi tudo desmoronado e destruído pela tua falsidade.

 

Barracão

Vai, barracão
Pendurado no morro
Me pedindo socorro
A cidade a teus pés

Vai, barracão
Tua voz eu escuto
Não te esqueço um minuto
Porque sei que tu és

Barracão de zinco
Tradição do meu país
Barracão de zinco
Pobretão, infeliz

Barracão de zinco
Barracão de zinco
Barracão de zinco